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destaques

Paloma Danemberg e branco.casa:

papéis de parede autorais feitos de memória e garimpo

Há objetos que atravessam décadas carregando mais do que a sua função original. Uma raquete antiga, um frasco de farmácia, um caixote, uma mala que já rodou o mundo: cada um guarda marcas de uso, tipografias esquecidas e pequenos arranhões que contam por onde passou. Foi a partir desse universo, o dos objetos que sobrevivem ao tempo e ganham novos sentidos, que nasceu a colaboração entre a branco.casa e Paloma Danemberg.


A parceria resultou em quatro papéis de parede exclusivos, que levam para a arquitetura da casa o olhar de uma criadora conhecida pelo garimpo e pela ressignificação de peças antigas. Mais do que uma coleção de estampas, é um convite para entender a parede como lugar de memória.

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Paloma Danemberg: garimpo, antiquário e o gesto de ressignificar


A relação de Paloma Danemberg com objetos antigos começa em casa. Ela vem de uma família de antiquários do Rio de Janeiro e foi acompanhando o pai em viagens de garimpo pela Europa que Paloma formou o olhar que hoje orienta seu trabalho.


Em 2016, ela criou o AD.STUDIO, inicialmente como uma linha voltada a um público mais jovem dentro do antiquário da família. O projeto cresceu, ganhou endereços no Rio e em São Paulo e, em 2025, chegou à Alameda Gabriel Monteiro da Silva, eixo do design e da arquitetura paulistana. No AD.STUDIO, móveis e objetos dos séculos 19 e 20 são restaurados e reinterpretados sob uma lente contemporânea. Muitos deles vêm de feiras, leilões e acervos de família, principalmente na França.


O centro desse trabalho é uma ideia que Paloma repete com convicção: ressignificar peças que já existem. Para ela, comprar em antiquário é uma atitude contemporânea e sustentável. É esse raciocínio de decoração circular, afetiva e cheia de história que ela traz para a collab com a branco.casa.


O processo de criação: do objeto garimpado à estampa


Se o trabalho de Paloma sempre partiu do objeto físico, a colaboração com a branco.casa propôs um deslocamento: transformar esses objetos em imagem, e essa imagem em superfície. O ponto de partida foram peças reais, reunidas e observadas ao longo do tempo, das quais a artista extraiu formas, detalhes e marcas para compor cada estampa.


Esse é o tipo de diálogo que move a branco.casa: aproximar o repertório de quem cria de um suporte que faz parte do dia a dia da casa. De um lado, o olhar curatorial de Paloma, acostumado a enxergar valor no que muita gente descartaria. De outro, o cuidado da marca em traduzir esse olhar para papéis de parede que funcionem na escala da arquitetura, sem perder a delicadeza de quem garimpa peça por peça.

O resultado são criações que levam o espírito do antiquário para dentro do design de interiores, não como réplica de um ambiente de época, mas como uma leitura atual do passado.


Os quatro papéis de parede: raquetes, vidrinhos, caixas e malas


Cada papel de parede da coleção nasce de uma família de objetos e de um tipo de memória.


Papel de parede Raquetes: Raquetes garimpadas são organizadas em uma composição que transforma um objeto esportivo em ritmo gráfico, ao mesmo tempo delicado e marcante. A estampa traz uma atmosfera descontraída, afetiva e repleta de referências ao passado.


Papel de parede Vidrinhos: Aqui, a inspiração são os antigos vidrinhos de farmácia. Suas silhuetas e detalhes se convertem em uma estampa rítmica em que memória e delicadeza caminham juntas. O efeito é vintage, curioso e contemporâneo, como uma prateleira de boticário reinterpretada para a parede.


Papel de parede Caixas: Caixotes antigos, encontrados ao longo do tempo, se reúnem em um único desenho contínuo. A parede passa a funcionar como uma espécie de coleção: uma narrativa visual rica em detalhes, em que cada caixote parece ter sua própria origem.


Papel de parede Malas e maletas: Malas antigas, escolhidas por suas formas, materiais, ferragens e marcas de viagem, aparecem empilhadas como bagagens acumuladas em diferentes jornadas. O papel de parede leva para o ambiente o encanto dos objetos antigos e a atmosfera emocional das viagens. É um tema que conversa com a própria trajetória de Paloma, construída entre viagens de garimpo e acervos de família.


Juntos, os quatro desenhos formam um pequeno inventário afetivo: objetos de uso, de cuidado, de guarda e de viagem, reunidos pelo mesmo olhar.


Arte e decoração: quando a parede vira arquitetura da memória


Escolher um papel de parede autoral em vez de um revestimento neutro, muda a forma como um ambiente é vivido. Um papel de parede para decoração pode ser apenas um fundo, mas, quando carrega uma narrativa, passa a participar da arquitetura. Ele define a atmosfera, conduz o olhar e se relaciona com os móveis, a luz e os objetos ao redor.


Nesta coleção, essa relação é quase literal: as estampas de Paloma nascem de objetos e, na parede, voltam a dialogar com objetos. Malas empilhadas em um hall, vidrinhos em um closet ou em um escritório, raquetes em uma sala de estar ou em um quarto de hóspedes. Cada escolha acrescenta uma camada de repertório que convive com peças garimpadas, heranças de família e móveis contemporâneos.


A coleção oferece caminhos diferentes dentro de um mesmo universo. Os desenhos mais rítmicos, como Raquetes e Vidrinhos, permitem trabalhar continuidade em superfícies maiores. As composições de Caixas e Malas e maletas ganham força como parede de destaque, quase como uma obra de grande formato. Em todos os casos, levar uma criação autoral para dentro de casa significa escolher uma história para morar junto.


Uma collab que traduz o propósito da branco.casa


A branco.casa acredita que a casa brasileira pode e deve ser um espaço de encontro entre arte, design e vida cotidiana. Ao convidar artistas e criadores com trajetórias e referências distintas, a marca constrói um acervo de papéis de parede autorais que reflete a pluralidade da cultura brasileira e valoriza quem cria.


A colaboração com Paloma Danemberg acrescenta a esse acervo uma dimensão particular: a do tempo. Suas raquetes, vidrinhos, caixas e malas lembram que a identidade de uma casa também se constrói com o que foi guardado, reencontrado e ressignificado. É uma coleção sobre memória, mas pensada para o presente e para as histórias que ainda vão acontecer diante dessas paredes.


Conheça a coleção Paloma Danemberg para a branco.casa